Estamos chegando ao fim do momento em que todo mundo quis ser um pouco Barack Obama. Todo mundo quis entrar no discurso das mídias sociais. Vários criaram contas no Twitter, blogs, perfis e comunidades no Orkut, páginas no Facebook, álbuns no Flickr e diversas outras manifestações internéticas durante a campanha eleitoral, que começou em julho.
Embora possamos dizer que demos um passo para aproximar ao que os Estados Unidos viveram nas eleições últimas, ainda estamos muito longes de dizer que evoluímos no sentido de campanhas bem feitas para internet.
O que tivemos foi um discurso de mão única na maior parte dos casos. Muito político falando, poucos ouvindo e/ou conversando.
Poucos candidatos souberam fazer um uso eficiente e inteligente das ferramentas. Alguns exemplos positivos foram dados por aqui, dentre eles o de Plínio Arruda que fazia um uso desafiador da tecnologia e de candidatos ao senado que usaram, por exemplo, um bom discurso para alfinetar através das ferramentas. O meio é a mensagem.
A Web não salvou as eleições desse ano, como alguns entusiastas previam, mas trouxe um diferencial significativo para nós que vivemos conectados. Para minha avó, para o pessoal mais carente que não tem acesso à computadores, acho que o impacto foi quase zero. O que importa a eles se o fulano está respondendo as críticas que recebe no Twitter se os filhos dele estão passando por uma greve escolar ou se estão sem médicos por uma paralisação? Para estes, outras moedas são medidas.
Para mim os casos mais felizes que tivemos foram os que envolviam denúncias, como o Eleitor 2010. Um evidente reflexo do que vivemos. Só temos podres, nada para comemorar ou incentivar além da divulgação dos pontos negativos de um ou outro candidato.

Enquanto nós ficamos aqui, xingando muito no Twitter, lá estão os nossos queridos representantes votando em coisas que não seriam aprovadas em tempos normais (fora da campanha). Enquanto nós ficamos aqui, curtindo muito no Facebook, o ficha limpa perde sua validade. Enquanto nós ficamos aqui, na inércia, as politicagens continuam a crescer e atingir nossas vidas.
Não é da web que virão revoluções, ela será apenas um meio para o registro e disseminação das ideias. Niilismo é niilismo, on ou offline. As iniciativas precisam existir independentes da platafor e se ficarmos apenas na neura de “ganhar milhões de seguidores com um clique”, nada vai para frente.
Não foi dessa vez que o Brasil saiu com salto super positivo com a relação política e web. Fica pra próxima?
Bem, por enquanto isso é tudo neste blog
Adorei tê-los lendo e comentando por aqui. Esta foi uma experiência muito positiva, tanto para eu formar minhas decisões de voto quanto para eu aprender mais enquanto profissional e pesquisadora das redes sociais.
Talvez eu volte a blogar no segundo turno (se realmente houver), talvez não. Não garanto.
De qualquer forma, continuo na ativa no blog RaquelCamargo. Vê se aparece lá, assina o RSS, e não some, viu?
Para não ser diferente nas eleições para os outros cargos, eis que hoje surge mais um vídeo estrelado por Tom Cavalcante. Na verdade, são seis vídeos reunidos em um só.

Mensagens do mesmo jeito são enviadas também através de uma terceira conta, de endereço 

Advinhem como esse fato irá impactar a candidatura do senador Romeu Tuma?


E assim caminha a humanidade, a mídia, tudo…